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Como fazer uma dissertação de Mestrado com sucesso?

A dissertação é um estudo de natureza reflexiva com consiste na aplicação e estudo de teorias já existentes. É um trabalho científico apresentado ao final do curso de pós stricto-sensu para obtenção do título de mestre. Requer a defesa, assim como a tese.

É um trabalho que segue preceitos didáticos e uma séria iniciação à reflexão. Para isso, o acadêmico deve estar imbuído da sistematização, da ordenação dos dados a serem interpretados.

Está localmente situado na vida acadêmica entre defesa e tese, seguindo um rigor científico fruto de reflexão. A estrutura do trabalho científico parte de um tratado físico, escrito, original, com metodologia própria.

Para que se possa desenvolve uma dissertação com segurança metodologia, basta seguir os passos a seguir:

  1. O título. A escolha do título de uma dissertação ou tese, tal como a escolha de um título de um livro, não deve ser menosprezada, pois pode contribuir para a correcta compreensão da obra em questão ou para o êxito do trabalho. Ao nível da pesquisa bibliográfica, durante uma pesquisa específica, podemos ver a importância que um título tem para a compreensão de uma dada obra. Analise-se, por exemplo, um título como Os Lusíadas ou Auto da Barca do Inferno . Num ficheiro de biblioteca, é possível não só encontrar um livro pelo seu índice de títulos mas também pelo índice de autores e pelo índice de assuntos.
     
  2. O prefácio . Uma dissertação ou tese académica é composta por várias partes, umas obrigatórias (como o índice), outras facultativas. O prefácio é uma das partes facultativas. Pode encerrar a história e as incidências da elaboração da dissertação/tese, a motivação do autor para a investigação realizada, as condições em que tal investigação foi desenvolvida e as etapas mais relevantes para a sua consecução.
     
  3. O preâmbulo. É uma parte facultativa da responsabilidade do autor da dissertação ou tese. Se coexistir com a introdução, reserva-se para uma apresentação sumária dos objectivos da obra e sua fundamentação.
     
  4. O corpo principal . Trata-se do desenvolvimento da investigação e da reflexão crítica sobre o tema que o autor se propõe tratar.
     
  5. A conclusão . Todo o trabalho de natureza científica inclui as principais conclusões da investigação realizada. Nelas se incluem não só as observações críticas finais julgadas pertinentes como também uma eventual orientação do leitor para a possibilidade de ulteriores investigações.
     
  6. O posfácio. É uma parte facultativa pós-textual que pode servir para acrescentar um dado novo na investigação realizada, quando e só quando as circunstâncias não permitiram a sua inclusão no corpo principal do texto.
     
  7. As notas. São complementos do texto principal. Podem constituir-se em comentário, esclarecimento ou simples citação em pé de página (preferencialmente) ou no final de um texto (prática habitual, sobretudo em livros de expressão inglesa). Como comentário, introduzem ou complementam criticamente um aspecto particular relevado no texto, mas cuja discussão é aí deixada em aberto.
     
  8. As citações . Tanto quanto possível, não se deve evitar sobrecarregar um texto com citações marginais. Como princípio geral, aconselha-se a trabalhar sempre os textos em primeira mão, recusando a citação em segunda ou terceira mãos. Escolher uma boa citação, saber quando é que é adequado inseri-la e que extensão deve ter, pode ser mais difícil do que parece à primeira vista. As citações em inglês, francês, espanhol ou italiano ocorrerem muitas vezes (e tal é aceitável) na língua original, embora se possa optar por traduzi-las em nota. Parte-se do princípio universal que quer o seu autor quer todos os potenciais leitores de um livro científico têm a obrigação de ler qualquer texto nessas línguas.
     
  9. A bibliografia. Uma dissertação, uma tese universitária, um livro técnico contêm (ou devem conter) sempre uma bibliografia, isto é, o conjunto de textos e/ou livros que efectivamente contribuíram para a investigação que foi necessário realizar para produzir uma obra. Uma bibliografia é uma lista de obras ordenadas alfabeticamente pelos apelidos dos autores ou então ordenadas cronologicamente por ano de edição (mais raro). Uma referência bibliográfica é apenas um registo isolado de uma obra. Quando fazemos um trabalho de investigação, quando estudamos a obra de um autor, quando fazemos um comentário literário, consultamos livros de dois tipos: àqueles sobre os quais trabalhamos directamente, sobre os quais estamos a emitir uma opinião crítica e que são a base do nosso estudo damos o nome de bibliografia activa ; àquelas obras que nos ajudaram a fazer o nosso trabalho, damos o nome de bibliografia passiva (geralmente de maior extensão em relação à anterior). Existem duas formas universais de apresentar uma bibliografia: ou arrumamos os títulos por ordem cronológica, desde o mais antigo até ao mais recente, ou por ordem alfabética do apelido dos autores. Em bibliografias extensas é costume fazer-se uma divisão temática, de acordo com a especificidade do trabalho científico desenvolvido.
     
  10. O estilo . Quando procuramos educar o nosso próprio estilo de escrita, a melhor solução não passa pelo armazenamento de palavras novas e/ou difíceis. Geralmente, a procura de um estilo de grande erudição conduz a um trabalho só legível pelo seu próprio autor. Pelo contrário, a excessiva vulgarização e padronização do discurso pode levar a um texto impessoal, incaracterístico e inaceitável para um estudante de Letras. O uso de terminologia específica deve ser ponderado com rigor, adequado às circunstâncias e devidamente justificado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARTINS, GA & LINTZ, A. Guia para a elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso . Editora Atlas, 2000 (exemplar do professor)

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